28 de setembro de 2005
13 de setembro de 2005
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Para aprender a reconhecer um produto de origem nacional (ou que oferece trabalho a portugueses), visite Movimento 560.
Vale a pena mudar de atitude!

Este é o Mino, primo das Trinca Linhas. Falta-lhe ainda nome de família e a sua estória... em breve tudo estará resolvido!!!
Mais informações na Lojinha.
Vale a pena mudar de atitude!

Este é o Mino, primo das Trinca Linhas. Falta-lhe ainda nome de família e a sua estória... em breve tudo estará resolvido!!!
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7 de setembro de 2005
...e a Leonor agarrou logo a Zau Zau

Olá, eu sou a Zau Zau Trinca-Linhas, uma boneca de trapos, à maneira antiga, mas também muito moderna – eu já explico.Sabes que agora, nos tempos que correm – não sei se são os tempos que correm, se são as pessoas que andam sempre aceleradas e não prestam atenção --, deu-se uma invasão de bonecas de borracha ou plástico, todas cheias de cor, cheias de roupas brilhantes, lantejoulas, vestidos da moda, pinturas, secadores de cabelo, cremes, casinhas de plástico que parecem palácios ricos. Elas dominam as prateleiras dos supermercados, dos hipermercados e até das lojinhas de bairro ou aldeia. Dizem que é o progresso, os tempos modernos, mas eu não sei, tenho as minhas dúvidas. Esta cor toda, este excesso de brilhos acaba por apagar coisas que eu considero mais importantes. O quê? Já vamos ver. Essas bonecas e bonecos, sim, porque isto não é exclusivo do sexo feminino, são tão diferentes e acabam por parecer todos iguais, isto é, as crianças não parecem ganhar-lhes grande afeição, porque são aos milhares ou mesmo milhões, e parecem perfeitinhos, não são nada parecidos com as pessoas... que são únicas e têm os seus defeitos como toda a gente. Os pais compram e compram, mais e mais, e os meninos e as meninas acabam por se habituar a trocar e trocar de boneco ou boneca. Eu fico triste com isto, até por essas minhas primas, que também ficam tristes, coitadinhas. Mas a culpa não é delas, claro. Já não há aquela amizade que havia com as bonecas de trapos, que era para uma vida, não passava de moda. Por exemplo, eu tenho uma prima, a Julinha, que é boneca de trapos antiga, mas mantém os paninhos todos no sítio, bem estimada, com uma história, uma vida cheia de aventuras, de sentimentos, de alegrias e tristezas, partilhadas com a sua dona, que a conserva desde a infância. As bonecas de trapos são macias, amigas, estão presentes nos momentos de alegria e tristeza, sabem ouvir e guardar segredos, passam de pais para filhos como uma herança, uma recordação de família, do amor que liga as diferentes gerações, as pessoas que se gostam. Quando nos estragamos, por descoser alguma linha, basta pedir à mamã ou à avó e elas facilmente resolvem o problema. E sabes que mais, eu tenho no meu peito uma janelinha que se abre para uma caixinha onde guardo segredos, onde podes colocar uma carta, um papel com um segredo, uma flor, alguma coisa de que gostes muito, para andar sempre contigo e comigo, bem perto do coração. Eu sei que contigo vai ser amizade para sempre e nunca me abandonarás. Eu terei sempre um sorriso para ti. Basta que feches os olhinhos e me encostes ao teu rosto... o resto é só sonhar...
Guta Travessura

Olá, eu sou uma flor muito traquinas que gosta de correr atrás das abelhas e das borboletas; por isso tenho as pernas tão altas! Ah, já me esquecia de dizer que nasci a 10 de Julho de 2005, num país magnífico e colorido, chamado Terra-das-Flores.O meu lugar favorito é o jardim, mas também gosto de estar dentro de casa com os amigos a brincar, ou de ir passear por aí... siiiiiimmm, é que eu sou uma menina muito dada a passeios, ai ai.Porque é que eu gosto de correr atrás da abelhas e das borboletas? Porque elas são brincalhonas e andam sempre a fazer-me cócegas nas pétalas. São batoteiras, porque têm asas e voam muito depressa. Pensam que não as consigo apanhar e costumam dizer-me aos ouvidos: Guta Travessura, flor pernalta cheia de “magrura”, mandriona, não nos apanhavas nem que fosses uma “aviona”. Acreditas? É que nem se diz “magrura” nem “aviona”, pois não? É magreza e avião, mas elas dizem aquilo só para me provocar. Acho que elas querem é que eu corra atrás delas: gostam da brincadeira. E eu, como sou travessura, não rejeito uma corridinha da apanhada. Quando chego ao pé delas sacudo as pétalas e é um fartar de espirrar com o pólen que espalho no ar..
6 de setembro de 2005
4 de setembro de 2005
Sapo Zeca Zetas

Um sapo azul? É mesmo estranho, mas é assim no Reino da Fantasia. Bem, para te dizer a verdade é mesmo assim no Reino da Realidade, sabias? As cores são variadas, dizem que por razões de adaptação ao meio. E os nomes de certos sapos? Nem imaginas. O meu até nem é muito esquisito ao pé de alguns dos meus familiares. E além do nome vulgar, aquele pelo qual nos chamamos normalmente, ainda há o nome científico, que os cientistas biólogos têm a mania de colocar aos seres vivos. Olha lá para estes que são de sapos existentes em Portugal: Sapo-de-unha-negra, que tem o nome científico (em latim, é obrigatório, porque esta é uma língua morta e assim ninguém fica com ciúmes) de Pelobates cultripes (Cuvier);Sapinho-de-verrugas-verdes , conhecido nos livros por Pelodytes punctatus (Daudin); Sapo-corredor , também Bufo calamita Laurenti. Confuso? Imagina para nós que temos menos memória...
3 de setembro de 2005
Ursinhos da família Muiot

Fomos ao fotógrafo e fizemos este boneco com cenário e tudo, coisa fina. Como somos pequenitos, o senhor Zélentes Kodaque, o fotógrafo, teve de aproximar muito a máquina para nos apanhar, da paisagem que estava por trás, um maravilhoso gelado de Kiwi, só apareceu o verde... Vê lá tu bem que aproximou tanto que até nos cortou as pernas na fotografia! Mas olha lá, consegues imaginar o geladinho (geladão), não é? Ai não, olha que até me cresce água na boca só de me lembrar...
2 de setembro de 2005
Deitados de papo para o ar

Parece estranho, não achas? Dois ursinhos deitados de papo para o ar. É um pouco. Mas como somos estrangeiros por estas paragens, este bonito país que é Portugal, ficamos tantas vezes deleitados com a sua natureza, as suas coisas novas para os nossos olhos, que não resistimos a uma exagerada passeata, a um minucioso observar e, depois, vem aquele cansaço de passar horas a fazer a mesma coisa... Mesmo quando isso nos agrada, não é? nunca tiveste essa sensação? Nós sabemos que sim, é normal, não te preocupes. No dia em que tirámos esta fotografia sentiamo-nos assim, extasiados, mas felizes. Numa repentina brincadeira, combinámos atirar, com jeito, o corpo para trás, naquela relva macia, e descansar os ossos. Até porque é Verão e o calor ajudou ao cansaço -- ambos sabemos que os ursos não são bichos de calor, não é?
Pois não é que ficámos ainda mais admirados com o azul português do céu? Que maravilha! E de pensar que, quantas vezes!, passamos os dias a olhar só em frente, esquecendo-nos de olhar para cima!! Não percas o azul do céu!
Pelos jardins da imaginação

Ah o que eu adoro passear as minhas penas pelos jardins da imaginação! Assim uma relva verde-verde, muito escura e brilhante de vida, viçosa! Gosto de debicar aqui e ali. Sim, debicar, sabes o que é? Ah pois, é que não é para qualquer animal, não senhor. Só debica quem tem bico. O diccionário diz assim: Debicar = tirar ou puxar alguma coisa com o bico. Ai está, só debica quem tem bico. Mas o diccionário diz uma coisa que eu, ou melhor, nenhuma galinha, sabia até hoje. O quê? Curiosidade? Muito bem! Então vou dizer-te. Diz que debicar também pode ser sinónimo de comer pouco por falta de apetite. É estranho, mas isso só é verdade na linguagem dos humanos, porque para as galinhas como eu -- eu sei do que falo -- debicar será sempre sinónimo de comer e nunca de falta de apetite. claro que nós comemos poucochinho, mas não é por falta de apetite. Olha que às vezes dá-me ca uma fome que era capaz de comer um alqueire de milho (se não sabes o que é, pergunta). A não ser que eu fique avariada e a cacarejar de tonta. Avariada quer dizer meio-maluca, e isto já é linguagem de máquinas... Temos de saber várias linguagens, concordas?
1 de setembro de 2005
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