5 de janeiro de 2012

Ovolinho #208



Ovolinho #208, originally uploaded by Cordemar.


Ovolinho #208, originally uploaded by Cordemar.

Ovolinho #208, originally uploaded by Cordemar.

4 de janeiro de 2012

Prepara as tuas orelhas!



Orelhuda #207, originally uploaded by Cordemar.
Prepara as tuas orelhas que eu vou contar-te um pouco da minha história. Estás pronto(a)? Então aqui vai:
Nasci numa aldeia colorida de um reino faz-de-conta que, dizem, é o melhor lugar para se nascer. E o meu nome é: ORELHUDA! Como todos os bonecos da minha idade, gosto muito de rir e de brincar, cantar e dançar. Assim crescemos mais fortes e saudáveis, por isso é que me agrada fazer sempre novos amigos, pois não há ninguém melhor para partilhar risos e brincadeiras.
E eu gostava mesmo de ser teu amigo, pois sei que juntos podemos fazer muitas coisas: inventar
personagens, coleccionar sons, contar segredos...
Queres saber um? Vou sussurrá-lo bem baixinho só para ti: eu tenho uma boca grande porque guardo dentro de mim todas as palavras bonitas que conheces e de certeza que conheces muitas, não é verdade!?
Se me colocares bem juntinho à tua orelha e escutares com atenção e imaginação, poderás ouvi-las todas - uma a uma - e ficar com um sorriso de orelha a orelha. Se não acreditas, experimenta!
Sabes, muitas vezes são os pequenos gestos que nos deixam os olhos a brilhar, como por exemplo dar um xi–coração ou saber ouvir os outros... Por isso tenho orelhas grandes (o que dá sempre muito jeito nas noites frias, pois elas transformam-se num cachecol bem quentinho) e elas são assim, também, para ouvir melhor todas as estórias que tens para me contar antes de eu adormecer.
Se o fizeres, prometo que no fim bato palmas com as orelhas!
Vamos ser amigos?

- estória de Luís Silva


Orelhuda #207, originally uploaded by Cordemar.


Orelhuda #207, originally uploaded by Cordemar.


Orelhuda #207, originally uploaded by Cordemar.
Boneco #207 Orelhuda | Doll #207 Orelhuda

23 de dezembro de 2011

Natal *



Feliz Natal! *, originally uploaded by Cordemar.


A todos aqueles que me seguem, votos de um Feliz Natal!
ana mar

14 de dezembro de 2011

Cão Guru (#205)



Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.
Nasci na Austrália, mas a minha família é originária da Índia. Os meus antepassados adoptaram o nome Guru porque um avô-mesmo-muito-antigo tinha sido chefe espiritual da aldeia onde vivia, aconselhando as pessoas para que vivessem sempre em paz, de forma solidária e amiga, fraterna. A terra dele chama-se Goa, uma antiga colónia portuguesa desde os tempos dos descobrimentos. Lá os velhotes são respeitados e valorizados porque as pessoas sabem que eles acumularam muita sabedoria ao longo da vida.
Já viajei por alguns países na região onde nasci antes de vir para Portugal. Fui a Macau e a Timor, também duas antigas colónias portuguesas no Oriente. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar àquela parte do Mundo e a estabelecer relações comerciais com aqueles povos. Foram quinhentos anos de trocas culturais e agora ainda há uma boa relação de amizade entre os povos desses países e os portugueses. Foi lá que aprendi a falar português, língua que ainda hoje é falada por muitas pessoas.
Às vezes dizem-me que não há cangurus na Índia, mas no mundo dos bonecos tudo é possível porque não há limites para a imaginação. Para dizer a verdade não sou um canguru, mas sim um cão parecido com um canguru. Lá no fundo somos da mesma família. Mas tenho muitas diferenças com os cangurus da Austrália. Não falo inglês e não gosto de hambúrgueres; prefiro pastéis de bacalhau e sopa de cenoura, ou então um caril de frango, e para rematar um bom pudim de ovos, coisa que os amigos australianos nem sabem o que é. Também adoro algumas frutas como as mangas, os abacates ou os abacaxis, que são características de países quentes como a Índia ou Timor (lá é quente o ano todo!), mas que já conseguimos encontrar em Portugal nos supermercados – são uma delícia!
Os meus familiares sempre me ensinaram a respeitar os bonecos de todas as cores, com culturas e línguas diferentes, vindos de outras terras, porque temos muito a aprender com eles, coisas que nos tornam mais-ricos-na-alma e mais sabedores. É por isso que eu adoro fazer novos amigos.

- estória de Ângelo Ferreira


Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.


Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.
Boneco #205 Cão Guru | Doll #205 Cão Guru
Disponível na loja online!

#204 Orelhuda


#204 Orelhuda, originally uploaded by Cordemar.


#204 Orelhuda, originally uploaded by Cordemar.

12 de dezembro de 2011

#203 Orelhudo


#203 Orelhudo, originally uploaded by Cordemar.



#203 Orelhudo, originally uploaded by Cordemar.

Prepara as tuas orelhas que eu vou contar-te um pouco da minha história. Estás pronto(a)? Então aqui vai:
Nasci numa aldeia colorida de um reino faz-de-conta que, dizem, é o melhor lugar para se nascer. E o meu nome é: ORELHUDA! Como todos os bonecos da minha idade, gosto muito de rir e de brincar, cantar e dançar. Assim crescemos mais fortes e saudáveis, por isso é que me agrada fazer sempre novos amigos, pois não há ninguém melhor para partilhar risos e brincadeiras.
E eu gostava mesmo de ser teu amigo, pois sei que juntos podemos fazer muitas coisas: inventar
personagens, coleccionar sons, contar segredos...
Queres saber um? Vou sussurrá-lo bem baixinho só para ti: eu tenho uma boca grande porque guardo dentro de mim todas as palavras bonitas que conheces e de certeza que conheces muitas, não é verdade!?
Se me colocares bem juntinho à tua orelha e escutares com atenção e imaginação, poderás ouvi-las todas - uma a uma - e ficar com um sorriso de orelha a orelha. Se não acreditas, experimenta!
Sabes, muitas vezes são os pequenos gestos que nos deixam os olhos a brilhar, como por exemplo dar um xi–coração ou saber ouvir os outros... Por isso tenho orelhas grandes (o que dá sempre muito jeito nas noites frias, pois elas transformam-se num cachecol bem quentinho) e elas são assim, também, para ouvir melhor todas as estórias que tens para me contar antes de eu adormecer.
Se o fizeres, prometo que no fim bato palmas com as orelhas!
Vamos ser amigos?

- estória de Luís Silva

11 de dezembro de 2011

#202 Trinca-Linhas


Trinca-Linhas, originally uploaded by Cordemar.




caixa de segredos, originally uploaded by Cordemar.


Olá, eu sou a  Trinca-Linhas, uma boneca de trapos, à maneira antiga, mas também muito moderna – eu já explico.Sabes que agora, nos tempos que correm – não sei se são os tempos que correm, se são as pessoas que andam sempre aceleradas e não prestam atenção --, deu-se uma invasão de bonecas de borracha ou plástico, todas cheias de cor, cheias de roupas brilhantes, lantejoulas, vestidos da moda, pinturas, secadores de cabelo, cremes, casinhas de plástico que parecem palácios ricos. Elas dominam as prateleiras dos supermercados, dos hipermercados e até das lojinhas de bairro ou aldeia. Dizem que é o progresso, os tempos modernos, mas eu não sei, tenho as minhas dúvidas. Esta cor toda, este excesso de brilhos acaba por apagar coisas que eu considero mais importantes. O quê? Já vamos ver. Essas bonecas e bonecos, sim, porque isto não é exclusivo do sexo feminino, são tão diferentes e acabam por parecer todos iguais, isto é, as crianças não parecem ganhar-lhes grande afeição, porque são aos milhares ou mesmo milhões, e parecem perfeitinhos, não são nada parecidos com as pessoas... que são únicas e têm os seus defeitos como toda a gente. Os pais compram e compram, mais e mais, e os meninos e as meninas acabam por se habituar a trocar e trocar de boneco ou boneca. Eu fico triste com isto, até por essas minhas primas, que também ficam tristes, coitadinhas. Mas a culpa não é delas, claro. Já não há aquela amizade que havia com as bonecas de trapos, que era para uma vida, não passava de moda. Por exemplo, eu tenho uma prima, a Julinha, que é boneca de trapos antiga, mas mantém os paninhos todos no sítio, bem estimada, com uma história, uma vida cheia de aventuras, de sentimentos, de alegrias e tristezas, partilhadas com a sua dona, que a conserva desde a infância. As bonecas de trapos são macias, amigas, estão presentes nos momentos de alegria e tristeza, sabem ouvir e guardar segredos, passam de pais para filhos como uma herança, uma recordação de família, do amor que liga as diferentes gerações, as pessoas que se gostam. Quando nos estragamos, por descoser alguma linha, basta pedir à mamã ou à avó e elas facilmente resolvem o problema. E sabes que mais, eu tenho no meu peito uma janelinha que se abre para uma caixinha onde guardo segredos, onde podes colocar uma carta, um papel com um segredo, uma flor, alguma coisa de que gostes muito, para andar sempre contigo e comigo, bem perto do coração. Eu sei que contigo vai ser amizade para sempre e nunca me abandonarás. Eu terei sempre um sorriso para ti. Basta que feches os olhinhos e me encostes ao teu rosto... o resto é só sonhar...

- estória de Ângelo Ferreira

27 de novembro de 2011

#201 Avó-Zinha



#201 Avó-Zinha, originally uploaded by Cordemar.



#201 Avó-Zinha, originally uploaded by Cordemar.


#201 Avó-Zinha, originally uploaded by Cordemar.


#201 Avó-Zinha, originally uploaded by Cordemar.
Disponível na loja online!

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Avó Zinha
 
Uma avó é uma pessoa com muita idade, mas que nunca é velha, pelo menos no Mundo da Bonecada, e sabem porquê? Porque velhos são os trapos! Eu tenho tantos anos que já lhes perdi a conta. Já vivi muitas histórias, umas boas e outras más, coisas alegres e coisas tristes. Mas todas elas me ensinaram sempre alguma coisa de bom, mesmo as mais tristes. A escola da vida é muito importante, tão importante como a Escola onde estão os professores.

Aquilo que mais adoro fazer é costurar roupas de sonho, bordadas com lindas figuras e contar histórias aos meus netinhos e às crianças em geral. É muito bom passar noites à lareira no Inverno, quando está frio, ou mesmo na varanda no Verão, quando está muito calor, a conversar com a pequenada e a imaginar aventuras passadas na Terra-dos-Sonhos.

Os pequenos adoram dar largas à imaginação, porque isso os faz sonhar com um mundo melhor, um Mundo mais justo, onde as pessoas (e os bonecos) têm todas direito a estudar, ninguém passa fome, não há violência e todos se respeitam e são felizes.

Na Terra-dos-Sonhos há sempre um sorriso e um carinho para quem está mais triste. Muitas vezes as pessoas apenas precisam de uma palavra amiga e de um abraço, e o abraço de uma avó pode fazer milagres. Sentimos o peito encher-se de alegria e sabemos que estamos protegidos das coisas menos boas que a vida também tem. Os avós são como os segundos pais, que tomam conta de nós e nunca nos deixam sentir solidão! Há lá coisa melhor que o colo de uma avó!?