4 de agosto de 2012

WEEP ou tudo em WIP

 Os bonecos têm estado assim numa espécie de marinada.Vão aparecendo mas aos pouquinhos porque entre encomendas por terminar, agulhas,  tecidos e um biscate numa loja de roupa está o amor maior, o do palco. Nos últimos meses, eu e um grupo de amigos, todos Com.Cenianos reunimos com a vontade de criar um projecto musical com base na poesia portuguesa, pegando nos textos que mais gostamos e dando-lhes música! Assim, nasceu o Fuso e com o Fuso, o Weep - espectáculo estreado no dia 29 de Julho no Agitágueda (Festival de verão promovido pela Câmara Municipal de Águeda). Embora muitos acharem demasiado ambicioso e arriscado levar este espectáculo a um palco festivaleiro, fomos agraciados com um público fantástico, cheio de energia e rendido. 

Aqui fica um registo da música "Esperança", texto de Almada Negreiros.



E da música "Se eu pudesse", texto de Casimiro de Brito.


e algumas fotos dos fotógrafos Marilyn Marques e António Pereira do espectáculo.

















4 de junho de 2012

inocência

V. - Atirei o pau ao gato to
Avó - Mas o gato não morreu. Está lá ! Inteiro!
V. insiste. Avó dá-lhe a mesma resposta.

V. - Atirei o pau ao Canito!

 *Canito, o nosso cão que morreu há cerca de 2 semanas.

1 de junho de 2012

Mãe, sabias?




V. 3 anos - Mãe, sabias que as meninas gostam de coisas românticas?

25 de maio de 2012

ser feliz




Assim somos felizes!

23 de maio de 2012

Amamentação e coisas que tais

Locais Habituais, um texto fantástico que não podia deixar de partilhar

de Dama




Alfinetes de Dama na loja.

22 de maio de 2012

Trinca-Linhas #217



Trinca-Linhas #217, originally uploaded by Cordemar.

Encomenda especial de uma madrinha para a sua afilhada.
É um prazer enorme receber pedidos no sentido de eternizar o que se sente nos meus bonecos.

no País-dos-Doces-de-Cima...



D. Geleia #216, originally uploaded by Cordemar.
Nasci no País-dos-Doces-de-Cima, que fica na Terra-dos-Sonhos, que tanto pode ser longe como perto – eu já explico. Não me perguntem qual é a estrada para lá, porque a única maneira que conheço de lá chegar é fechando os olhos e imaginando caminhos com chão de flores pelo meio de terras e terras cheias de árvores de fruto e um perfume a rosas no ar. É fácil chegar lá se tivermos força para sonhar e imaginar, mas longe quando somos preguiçosos e só pensamos em nós e esquecemos os outros meninos. Quando era pequenina aprendi a fazer geleias com a minha avó, que já era conhecida por fazer as melhores de todo o País-dos-Doces-de-Cima – não é brincadeira nenhuma, porque no meu país o que não falta é doceiras! As da minha avó deliciavam a criançada toda da região, de tal maneira que todos os dias havia filas do comprimento-de-combóios para as comprar. Como a nossa terra era rica em árvores de fruto podíamos fazer geleias de tantas qualidades que os dedos das mãos e dos pés não chegam para contar. A minha preferida era a Geleia-Mais-Que-Maravilhosa-de-Maçã-e-Hortelã, que, entre muitas outras, também aprendi a fazer! Eram uma delícia aqueles lanches ao fim da tarde, depois de regressarmos da Escola, quando a minha avó nos fazia um chá de cidreira para acompanhar o pãozinho. Era de lamber os lábios por mais! Que saudade! Agora, como também sou conhecida por fazer geleias muito gostosas, passe o elogio, chamam-me D. Geleia. Na verdade, talvez vos custe a acreditar, mas já nem sei o meu nome verdadeiro. Que geleias é que já provaram? Aos meninos que se portam bem e fazem os deveres da Escola costumo preparar uns lanches muito saborosos com chá e pãozinho barrado com geleia ao gosto de cada um: morango-vermelhinho-mais-que-delicioso, pera-sardenta-docinha, ameixa-de-lamber-os-dedos e muitas mais. Depois do lanche, e das outras refeições, nunca se esqueçam de lavar os dentinhos! - estória de Ãngelo Ferreira Boneca disponível na !loja!