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14 de dezembro de 2011

Cão Guru (#205)



Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.
Nasci na Austrália, mas a minha família é originária da Índia. Os meus antepassados adoptaram o nome Guru porque um avô-mesmo-muito-antigo tinha sido chefe espiritual da aldeia onde vivia, aconselhando as pessoas para que vivessem sempre em paz, de forma solidária e amiga, fraterna. A terra dele chama-se Goa, uma antiga colónia portuguesa desde os tempos dos descobrimentos. Lá os velhotes são respeitados e valorizados porque as pessoas sabem que eles acumularam muita sabedoria ao longo da vida.
Já viajei por alguns países na região onde nasci antes de vir para Portugal. Fui a Macau e a Timor, também duas antigas colónias portuguesas no Oriente. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar àquela parte do Mundo e a estabelecer relações comerciais com aqueles povos. Foram quinhentos anos de trocas culturais e agora ainda há uma boa relação de amizade entre os povos desses países e os portugueses. Foi lá que aprendi a falar português, língua que ainda hoje é falada por muitas pessoas.
Às vezes dizem-me que não há cangurus na Índia, mas no mundo dos bonecos tudo é possível porque não há limites para a imaginação. Para dizer a verdade não sou um canguru, mas sim um cão parecido com um canguru. Lá no fundo somos da mesma família. Mas tenho muitas diferenças com os cangurus da Austrália. Não falo inglês e não gosto de hambúrgueres; prefiro pastéis de bacalhau e sopa de cenoura, ou então um caril de frango, e para rematar um bom pudim de ovos, coisa que os amigos australianos nem sabem o que é. Também adoro algumas frutas como as mangas, os abacates ou os abacaxis, que são características de países quentes como a Índia ou Timor (lá é quente o ano todo!), mas que já conseguimos encontrar em Portugal nos supermercados – são uma delícia!
Os meus familiares sempre me ensinaram a respeitar os bonecos de todas as cores, com culturas e línguas diferentes, vindos de outras terras, porque temos muito a aprender com eles, coisas que nos tornam mais-ricos-na-alma e mais sabedores. É por isso que eu adoro fazer novos amigos.

- estória de Ângelo Ferreira


Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.


Cão Guru (#205), originally uploaded by Cordemar.
Boneco #205 Cão Guru | Doll #205 Cão Guru
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27 de novembro de 2011

#201 Avó-Zinha



#201 Avó-Zinha, originally uploaded by Cordemar.



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Avó Zinha
 
Uma avó é uma pessoa com muita idade, mas que nunca é velha, pelo menos no Mundo da Bonecada, e sabem porquê? Porque velhos são os trapos! Eu tenho tantos anos que já lhes perdi a conta. Já vivi muitas histórias, umas boas e outras más, coisas alegres e coisas tristes. Mas todas elas me ensinaram sempre alguma coisa de bom, mesmo as mais tristes. A escola da vida é muito importante, tão importante como a Escola onde estão os professores.

Aquilo que mais adoro fazer é costurar roupas de sonho, bordadas com lindas figuras e contar histórias aos meus netinhos e às crianças em geral. É muito bom passar noites à lareira no Inverno, quando está frio, ou mesmo na varanda no Verão, quando está muito calor, a conversar com a pequenada e a imaginar aventuras passadas na Terra-dos-Sonhos.

Os pequenos adoram dar largas à imaginação, porque isso os faz sonhar com um mundo melhor, um Mundo mais justo, onde as pessoas (e os bonecos) têm todas direito a estudar, ninguém passa fome, não há violência e todos se respeitam e são felizes.

Na Terra-dos-Sonhos há sempre um sorriso e um carinho para quem está mais triste. Muitas vezes as pessoas apenas precisam de uma palavra amiga e de um abraço, e o abraço de uma avó pode fazer milagres. Sentimos o peito encher-se de alegria e sabemos que estamos protegidos das coisas menos boas que a vida também tem. Os avós são como os segundos pais, que tomam conta de nós e nunca nos deixam sentir solidão! Há lá coisa melhor que o colo de uma avó!?

2 de novembro de 2011



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3 de maio de 2011

200 !!

Olá!
Nasceu o boneco 200 e é um Orelhudo!
Prepara as tuas orelhas que eu vou contar-te um pouco da minha história. Estás pronto(a)? Então aqui vai:
Nasci numa aldeia colorida de um reino faz-de-conta que, dizem, é o melhor lugar para se nascer. E o meu nome é: ORELHUDO! Como todos os bonecos da minha idade, gosto muito de rir e de brincar, cantar e dançar. Assim crescemos mais fortes e saudáveis, por isso é que me agrada fazer sempre novos amigos, pois não há ninguém melhor para partilhar risos e brincadeiras.
E eu gostava mesmo de ser teu amigo, pois sei que juntos podemos fazer muitas coisas: inventar
personagens, coleccionar sons, contar  segredos...
Queres saber um? Vou sussurrá-lo bem baixinho só para ti: eu tenho uma boca grande porque guardo dentro de mim todas as palavras bonitas que conheces e de certeza que conheces muitas, não é verdade!?
Se me colocares bem juntinho à tua orelha e escutares com atenção e imaginação, poderás ouvi-las todas - uma a uma - e ficar com um sorriso de orelha a orelha. Se não acreditas, experimenta!
Sabes, muitas vezes são os pequenos gestos que nos deixam os olhos a brilhar, como por exemplo dar um xi–coração ou saber ouvir os outros... Por isso tenho orelhas grandes (o que dá sempre muito jeito nas noites frias, pois elas transformam-se num cachecol bem quentinho) e elas são assim, também, para ouvir melhor todas as estórias que tens para me contar antes de eu adormecer.
Se o fizeres, prometo que no fim bato palmas com as orelhas!
Vamos ser amigos?

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28 de abril de 2011

Cão Guru

Nasci na Austrália, mas a minha família é originária da Índia. Os meus antepassados adoptaram o nome Guru porque um avô-mesmo-muito-antigo tinha sido chefe espiritual da aldeia onde vivia, aconselhando as pessoas para que vivessem sempre em paz, de forma solidária e amiga, fraterna. A terra dele chama-se Goa, uma antiga colónia portuguesa desde os tempos dos descobrimentos. Lá os velhotes são respeitados e valorizados porque as pessoas sabem que eles acumularam muita sabedoria ao longo da vida.
Já viajei por alguns países na região onde nasci antes de vir para Portugal. Fui a Macau e a Timor, também duas antigas colónias portuguesas no Oriente. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar àquela parte do Mundo e a estabelecer relações comerciais com aqueles povos. Foram quinhentos anos de trocas culturais e agora ainda há uma boa relação de amizade entre os povos desses países e os portugueses. Foi lá que aprendi a falar português, língua que ainda hoje é falada por muitas pessoas.
Às vezes dizem-me que não há cangurus na Índia, mas no mundo dos bonecos tudo é possível porque não há limites para a imaginação. Para dizer a verdade não sou um canguru, mas sim um cão parecido com um canguru. Lá no fundo somos da mesma família. Mas tenho muitas diferenças com os cangurus da Austrália. Não falo inglês e não gosto de hambúrgueres; prefiro pastéis de bacalhau e sopa de cenoura, ou então um caril de frango, e para rematar um bom pudim de ovos, coisa que os amigos australianos nem sabem o que é. Também adoro algumas frutas como as mangas, os abacates ou os abacaxis, que são características de países quentes como a Índia ou Timor (lá é quente o ano todo!).
Os meus familiares sempre me ensinaram a respeitar os bonecos de todas as cores, com culturas e línguas diferentes, vindos de outras terras, porque temos muito a aprender com eles, coisas que nos tornam mais-ricos-na-alma e mais sabedores. É por isso que eu adoro fazer novos amigos.

#198 disponível na loja online!